O montante dos novos contratos de crédito à habitação recuou 567 milhões de euros em Janeiro, para 1.522 milhões, tendo a taxa de juro média estabilizado nos 3,22%, após 14 meses consecutivos de queda.
O Banco de Portugal (BdP) está a levar a cabo uma inspeção, durante o primeiro semestre do ano, aos preços praticados pelos bancos no crédito à habitação, segundo informações recolhidas pela Lusa.
O montante dos novos contratos de crédito à habitação atingiu em outubro um novo máximo desde 2014 ao ascender a 1.676 milhões de euros, quase metade concedido a jovens até 35 anos, segundo dados do Banco de Portugal.
As taxas de juro altas têm afectado a qualidade da carteira de crédito dos bancos, mas o “ambiente macroeconómico benigno” permitiu conter o aumento de novos incumprimentos, referiu o Banco de Portugal (BdP).
O Governador do Banco de Portugal (BdP) disse que o seu “cenário preferido” é ter as taxas de juro em 2%, ou próximo desse valor, defendendo que o foco deve ser colocado no investimento.
A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação diminuiu em Setembro pelo 11.º mês consecutivo, para 3,47%, enquanto a dos novos depósitos a prazo recuou pelo 9.º mês seguido, para 2,55%.
Os jovens até aos 35 anos representaram 54% dos novos empréstimos à habitação concedidos em Agosto, sendo este o primeiro mês desde Janeiro em que a maioria destes créditos se concentrou naquela faixa etária.
O novo crédito à habitação foi de 1.545 milhões de euros em Agosto, o valor mais elevado desde Março de 2022, divulgou hoje o Banco de Portugal.
O montante total do crédito à habitação totalizava em agosto 100,4 mil milhões de euros, o valor mais alto desde Abril de 2015, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal.
Os novos empréstimos à habitação com taxa de juro mista, fixa num período inicial e depois variável, representaram em Julho 74% do total contratualizado nesse mês e 26,8% do ‘stock’ de crédito à habitação.